Sentiu-se privado de tudo o que conhecia por vida, como um peixe que de repente percebeu que não conseguia mais respirar na água e que seria obrigado a passar o resto de seus dias na areia da praia, molhando-se às vezes, a fim de amenizar a saudade, mas sabendo que só lhe restariam lembranças de uma existência, que a cada dia parecer-lhe-iam mais alheias do que próprias.
Quão significativa e singela metáfora, meu amigo... Por vezes somos sim peixinhos à beira da praia a observar a imensidão do mar.
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