
Não obstante, constantemente pensa nela; com o passar do tempo vão aumentando os hiatos de tais pensamentos, embora uma vez por ano, no mês de agosto, Ivan retorne ao sagrado lugar em que a viu pela primeira vez: as Cataratas de Iguaçu. Lá, permanece parado no exato local em que ela, debruçada no corrimão, olhava pensativa para o abismo de águas. E somente lá ele se sente feliz, por ter o privilégio de estar no mesmo lugar em que ela esteve; no mesmo chão em que ela pisou; de poder ver o mesmo que ela viu; de sentir os mesmos cheiros que ela deve ter sentido; a mesma umidade... Como se ao compartilhar tais sensações, eles, de alguma forma, passassem a ser um só.
Que lindo!
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